sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vazio

É isso, simples assim. Voltando às origens, ao ponto em que tudo começou. Inexplicável, repentino, arrebatador. Vazio. Luta eterna entre opostos, entre estados momentâneos de espírito. Polos. Vermelhidão. Música. Sempre pensamos que nunca é duradouro, principalmente quando é conosco. Contigo, convosco, comigo. Inimigo. Um peso nos olhos que há tempos não aparecia – e que não era para estar aqui, agora. O que deu errado? Aliás, alguma coisa deu certo? Retornar. Vontade de areia firme, onde as ondas – e que ondas! – não podem alcançar. É contraditório. Se teremos de correr, de atingir qualquer coisa predeterminada, como fazer? Eu não sei. Mais que apenas dizer, é preciso saber como proceder. Mas eu não sei, desculpe, a quem quer que seja. Dificuldade. Essa coisa de camadas, múltiplas camadas... Dor-de-cabeça. Olhar a lua gigante decalcada no grande lençol negro, pedindo-lhe uma solução, que no fim das contas não soluciona nada. Nada resolve. Vazio.

3 comentários:

  1. Incrível como o vazio pode ser tanta coisa, não é? Talvez por isso é que o vazio seja, na verdade, um grande engano. Talvez seja o ato de andar no escuro. Mas andar. Sem previsão de claridade, sem razão e sem por quê. Ou talvez não seja nada disso e seja sim, dúvida e confusão, apenas. Vai entender. Texto muito bem escrito, como de costume.

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  2. Muito interessante teu site
    e seus posts , está de parabéns!
    Estou a lhe seguir

    Dellone
    @SilenceShadows

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  3. Relacionei o texto com o lance da alma de Fernando Pessoa, cada um tem a sua, e as almas dos outros são o que nós achamos que é. A sensação de vazio não está longe de ninguém.


    E não custa nada dar uma olhada no meu vazio, né? :)
    http://blogsgraca.wordpress.com/
    (se eu conhecer alguém que tenha blog no wordpress... eu caso com ela)

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