soneto de fim de carnaval
Chora Pierrot a ida de Colombina
Lágrima viva, que o rosto ilumina
E desliza devido à mulher amada
Arlequim intruso fez-se mostrar
À bela dama, que com ele partiu
O palhaço, com seu coração pueril
Não vê o visível, mas que azar!
É preto-e-branco solitário
Numa linda noite de tristeza
O que era éden virou calvário
A velha chama, outrora acesa
Jaz apagada no santuário
- Pierrot nunca fora fortaleza
