quarta-feira, 5 de março de 2014

Cinzas

soneto de fim de carnaval

Embriagado e esquecido na calçada
Chora Pierrot a ida de Colombina
Lágrima viva, que o rosto ilumina
E desliza devido à mulher amada

Arlequim intruso fez-se mostrar
À bela dama, que com ele partiu
O palhaço, com seu coração pueril
Não vê o visível, mas que azar!

É preto-e-branco solitário
Numa linda noite de tristeza
O que era éden virou calvário

A velha chama, outrora acesa
Jaz apagada no santuário
- Pierrot nunca fora fortaleza