"Pegar carona nessa cauda de cometa;
ver a Via Láctea, estrada tão bonita.
Brincar de esconde-esconde numa nebulosa..." ♪♫
Já parou para observar o céu noturno? O negro pontilhado de luz, o brilho redondo da lua, a calma e a paz que se podem encontrar ao simples mirar do firmamento. Universo. A origem e o fim dos questionamentos humanos. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? A resposta é múltipla, plural, e não podemos encontrar mais do que hipóteses. Mas, apesar de toda essa atmosfera de impossibilidade - ou justamente por causa dela -, é fascinante tentar decifrar os mistérios cósmicos. Uma cadeira reclinável, um cobertor e doses nada homeopáticas de café. Isso mais uma noite clara de inverno. Olhe para cima e imagine-se lá, descobrindo os segredos celestes. Garanto que é bom. Aqui do chão, vejo o belíssimo cinturão de estrelas, caminho leitoso que encanta há gerações. Essa grandiosidade inexplicável é o que atrai, seduz e prende. É exatamente essa falta de certeza que tem motivado mais e mais perguntas. Deleito-me, reles mortal, com tal espetáculo da natureza. A Via Láctea circunda a Terra num abraço luminoso, unindo-nos à intrincada amarração sideral. Galáxias e nebulosas, planetas e buracos-negros. Os astros dançam à minha volta e eu me perco na vastidão lática. Nós também somos o universo.
