Disparem revólveres, pistolas, canhões
Brigadas que dispersam multidões
Passe década, século, milênio
Lancem bombas de gás lacrimogênio
Um coquetel molotov incendiando à vontade
Granadas voando em supervelocidade
Mísseis com alto poder de fogo vindos da Coreia do Norte
Arma nenhuma se mostrou mais forte
Que o teu olhar de desilusão
Tiro teleguiado na escuridão
Que me atinge, explode, estraçalha
Me deixa a jazer no campo de batalha
Com um mero estilingue na mão
segunda-feira, 5 de março de 2018
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Priscila
Se a lâmpada do poste holofote fosse
Priscila seria vedete
Mas só da meia-noite às cinco
No outro dia seria manchete
Estampada em papel-jornal descartável
Rasgados, a saia e o corpete
E a pele recém-maquiada
Porque ousou sair montada
De casa, debaixo do sol
Esperava, tranquila, no ponto
A chegada da condução
E como na rua não tem holofote
Ela não foi vedete nem atração
Por ser registrada João
E ao mesmo tempo usar um decote
Calaram a voz de Priscila
E a ignorância falou mais forte
Priscila seria vedete
Mas só da meia-noite às cinco
No outro dia seria manchete
Estampada em papel-jornal descartável
Rasgados, a saia e o corpete
E a pele recém-maquiada
Porque ousou sair montada
De casa, debaixo do sol
Esperava, tranquila, no ponto
A chegada da condução
E como na rua não tem holofote
Ela não foi vedete nem atração
Por ser registrada João
E ao mesmo tempo usar um decote
Calaram a voz de Priscila
E a ignorância falou mais forte
Assinar:
Postagens (Atom)
