sexta-feira, 6 de abril de 2012

O frio volta. Com ele, toda a balbúrdia necessária de sentimentos - eu precisava disso. É realmente estranho o papel de novo à minha frente depois de tanto tempo. Parece que tenho de me apresentar, dizer quem sou, em vez de simplesmente escrever. Fato é que não tenho boas histórias pra contar, nem estórias. Ou coisa que as valha. Como se eu fosse um tipo de irmã chata da Alice, de uma hora para outra preso aos livros sem gravura, sem me permitir uma xícara de chá sequer, uma única partida de críquete. O que eu queria mesmo era cair - não, pular - para sempre na toca do coelho, mas não tenho coragem. A única coisa de que sou capaz é ficar sentindo o vento gelado me bater no rosto e pensar. Em tudo. Em nada. Nessa constante e imutável nostalcolia que me é tão conhecida. Gostaria de ter algo. Mas, para se ter algo, é preciso mais que vontade. É preciso entrega, é preciso dom, é preciso ousadia. Quem me dera. Minha entrega é à minha cama, o dom é o de procrastinar e a ousadia é, desde sempre... Não. Não há nada de ousadia.

4 comentários:

  1. Me identifiquei muito com seu texto.

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  2. Eu amo muito os conflitos da alma, os complexos e os paradoxos. E aqui está cheio disso.
    Um lugar que vale a pena voltar.

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  3. nostalcolia mudou minha vida velho

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