Do tupi-guarani,
"Ig": água. "Assu": grande.
De fato, era muita água. Água grande. Toda aquela preciosidade se derramando pedra abaixo; caindo, com fúria, sobre a fenda de M'Boi. Indigenamente shakespeariano, me vem à mente o amor de Naipi e Tarobá, a pedra e a palmeira. E eu cá, sedento pelo cauim contemporâneo, louro de cevada; na passarela, molhado, apreciando a magnitude hídrica. Resolvo fazer um pedido - também sou turista, afinal. Viro-me de costas e cerro as pálpebras. O som das quedas se fortalece. Lanço minha moeda, e ela gira tão bailarina no ar! E brilha úmida, cara coroa cara coroa. Por fim, junta-se às outras lá no fundo, inúmeros desejos, inúmeras gentes, inúmeros tempos. O arco-íris me sorri um sorriso cúmplice e curioso, como dissesse "conte-me". Abaixo a cabeça, sorrindo também, e vou-me embora, repleto de gotas - fragmentos do suicídio do rio Iguaçu. Olho para trás uma única vez, derradeiro recado para o aro-íris. - É segredo!

a cada texto eu fico mais fascinada por esse blog.
ResponderExcluirQue encantador! Lindo texto. E o layout ficou incrível, obrigada por passar lá no blog :D
ResponderExcluirBelo, como sempre!
ResponderExcluirselo pra voce no meu blog
ResponderExcluirhttp://dignodecapa.blogspot.com/
Obrigado, pessoal!
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