segunda-feira, 28 de março de 2011

Ade

Saudade comprida. Saudade que tem começo, mas perdeu-se e não quis final. Um beijo dramático no espírito das coisas que já passaram e o espírito volta com a nostalgia de todas as horas. A cabeça levando em banho-maria os conceitos que têm de crescer como pão-de-ló. E quando o fogo acaba? Quando a gente sente que já não dá mais, ou que até dá, mas muito mal dado? Saudade demorada. Saudade que não usa relógio. As perguntas fáceis, dúvidas simples, fragmentos de inocência que já não existem mais. Agora tudo é ade. Maturidade, responsabilidade, que vêm indissolúveis da tão desejada liberdade. Mas o eco e a rima só fazem aumentar a ânsia. E a saudade. Mais um ade. O primeiro ade. O ade que sempre existiu, e que vai existir pra sempre.

5 comentários:

  1. A profundidade de sentir. Gostei do texto.

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  2. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!! Eu amei esse texto e se permitir, mais uma vez, quero colocar um pedacinho dele lá no Amargamente =) Saudade, saudade, saudade!!!! BEIJOSSSS

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  3. Muitíssimo obrigado, pessoal!

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    Claro que você pode colocar um pedaço do texto no Amargamente, Isa! :D

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