- É um maço de cigarro, não tá vendo?
- Claro que é cigarro, Renata. Quero saber o que está fazendo na sua bolsa.
- Vai lá, inteligência rara: três chances pra você adivinhar.
- Não fale assim comigo. Apesar de você parecer não se lembrar, eu sou seu pai.
- Ah, não. Pode parar por aí. Não aguento mais ouvir seus sermões.
- Se você não gostasse de ouvir, não faria o que faz.
- Ah, é?! E o que é que eu faço de tão medonho?
- Minha filha, você anda por aí bebendo, com essas roupas de mulher que não tem respeito. E agora deu para fumar? Por quê?
- Ora essa, fumo porque quero. Agora vaza, me deixa em paz.
- Você não imagina o desgosto que está dando à sua mãe, que Deus a tenha. Ela não suportaria te ver fumando.
- Desgosto?! Hahaha, mamãe fumava escondida! Só você que não sabia. Aliás, foi ela quem me deu meu primeiro cigarro. Lembro bem, era um Marlboro vermelho.
- Santo Deus, isso é verdade?!
- É, pai, é verdade. Agora vai, será que você vai embaçar só por causa de um maço de cigarro?
- Sua mãe fumava... como eu não percebi?
- Ela sabia não deixar pistas. Eu tinha muito a aprender com ela.
- Ela fumava...
- Tá bom, pai. Vai digerir a informação lá embaixo. Não estou com paciência pra lamuriações sobre descobertas. Além do mais, ainda tenho vários Caribe a tragar.
- Caribe? É aquele de menta?
- É, por quê?
- Deixa eu experimentar?

haha, adorei, Douglas!
ResponderExcluirTambém escrevi um texto relacionado
à "descoberta do cigarro". Caso se interesse,
leia "Fumaça", no meu Blog.
Abraço.
Se humor causasse câncer tu tava fodido, rapaz hahaha
ResponderExcluirMuito bom!
Adoro seu blog, seus textos. Adorei esse!
ResponderExcluirSe humor causasse câncer tu tava fodido, rapaz hahaha 2 *-*
Perfeito o texto, Douglas! *_*
ResponderExcluirHAHA, obrigadão gente! Gosto que gostem daqu
ResponderExcluirNão querendo dar uma de Hassan, mas acho que o marido ia perceber sim.
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