Sentia aquela mancha de abstração no meio da realidade. Uma mistura de cansaço e preguiça e desânimo era o que lhe percorria o corpo, enquanto escutava os aviões - decolando ou aterrissando? - passarem perto dali. Era tudo muito movimentado. Movimentado demais. É claro que ele tinha que se levantar dali, pôr as coisas em ordem. Levantar, pôxa. Mas havia algo mais forte. Droga, tinha que comprar vassoura e rodo, fazer comida, limpar a casa, além do calhamaço que precisava ser estudado. Que, sobre a mesa, irônico, ria dele. Olhou as latas de coca-cola no chão do quarto, as migalhas de pão. Os restos da alimentação nada saudável que andava levando. Paradoxo. Ele tinha que dar um jeito naquilo, mas onde estava a coragem? É isso, coragem. Continuou deitado no chão frio, as pernas sobre a cama, imaginando o que seria dele a partir daquele momento.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
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Lembrou-me um grande amigo =]
ResponderExcluirMe sinto exatamente assim: 'o que vai ser de mim'? saudades daqui, saudade do que você escreve! *-* vou visitar mais vezes =) Beijosss carinhosos
ResponderExcluirObrigadão pelos comentários!
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