Estava lá, com o lápis na mão, sentindo o cheiro de frango da lasanha que colocara no microondas. Nada parecia fazer sentido, mesmo com tudo em volta dele gritando "essa é a realidade". Olhava em volta e via o caos armado no quarto. O estômago roncava. E ele não conseguia fazer palavras. Bebeu um gole da cerveja quente que jazia desde o dia anterior ao lado do colchão. Pensou em tudo aquilo que poderiam dizer dele. Não fazia diferença, tudo era verdade. Sabe-se lá. Ouvia Watching the Wheels, e a música o fez lembrar-se da vitrola e uma tarde de chuva. Ao mesmo tempo em que estava imensamente feliz por todo aquele novo universo, era justamente todo este novo universo que o fazia querer chorar. Querer colo. Ele estava nascendo. E, embora quisesse muito aventurar-se lá fora, sentia uma vontade louca de voltar ao útero.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
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de voltar pra casa e se esconder do mundo cão.
ResponderExcluirValeu por passar lá no blog...
ResponderExcluirDei uma lida no blog e gostei bastante dos seus textos e daquelas fotos ->
haha :)
Obrigado!
ResponderExcluirE dizem que querer morar sozinho é um direito de todos... Acho que não!
ResponderExcluirGostei muito mesmo do texto, dá pra imaginar toda a cena com clareza!
Dá uma passada beleza? http://discutivelsentimento.blogspot.com/