Fazia tempo que não chovia. E, quando a água começou a cair, suave, quase sem ruído, foi como se a bolha que o envolvia se tivesse rompido. Percebeu que não dá pra fugir da essência. Não dá. Se somos temporal, não funciona vestirmos cascas ensolaradas. Por falar nessa dicotomia, ainda bem que o céu pingava. Refrescar ao menos um pouco o clima. Achava que janeiro tinha sido quente, mas fevereiro chegou mais, com seus dias abrasadores. Fervereiro. Ele estava cansado do calor, cansado de dizer sempre a mesma coisa. Cansado. Ou seria melhor dizer desiludido? Ou, ainda, cansado e desiludido? Por que se matava com toda essa psicologia, em vez de se matar na ação? Pensar, pensar, pensar... Pensar enlouquece. Ele era louco. Lúcido. Lucy in the sky. Foi tomar banho de chuva, redundando como sempre.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
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Como sempre, divino.
ResponderExcluirluuuuuuuucy in the skyyyyyyy with diamonds!
ResponderExcluirFantástico. O final então... a gente consegue sentir! *_*
ResponderExcluirMuitíssimo obrigado, pessoal!
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