- Você é um idiota.
- Vá se foder!
- Não apele deste jeito. Você não precisa.
- Não preciso? Olhe só quem fala. Por que você começa com isso?
- Quer mesmo que eu diga?
- Por favor, não. Já sei a resposta. Conheço sua ladainha.
- Se conhecesse de fato, não repetiria seus erros.
- Cale a boca. E me passe o sal.
- Você é hipertenso, já esqueceu?
- Pelo amor de Deus, você não cansa?!
- Em se tratando de você, não.
- Quer fazer o favor de passar o sal?
- Tome, mas não me responsabilize pelo infarto.
- Eu sei me cuidar, porra!
- É claro que sabe. Como um bebê.
- Onde está o vinho?
- Foi você quem guardou.
- Droga! Esqueci de colocá-lo para gelar.
- De novo?! Já é a quarta...
- Não comece.
- Tudo bem, eu me calo, seu esclerosado de merda.
- Obrigado.
- ...
- ...
- ...
- Cecília?
- Que foi?
- Eu te amo.