"Rapte-me, camaleoa.
Adapte-me ao seu ne me quitte pas." ♪♫
Adapte-me ao seu ne me quitte pas." ♪♫
Definitivamente, ela era mestra. Multifacetada, sabia que rosto usar em cada situação. Não demonstrava fraquezas - a não ser quando elas eram falsas e revelá-las fazia parte do jogo. Sem contar o hiato que havia entre ela de dia e a Brigitte noturna. À noite, ela se transformava. Transformações eram sua especialidade. Houve um dia, porém, em meio ao seu teatro francês, no qual ela se percebeu transparente. Visível na essência. Sentiu que aquele, então, não era alguém comum. Ele a via. E via de modo completamente distinto de todo os outros que já estiveram nos seus braços. Nesse dia, banhada em suor, o batom borrado, ela soube que não mais precisaria se esconder. Súbito, toda a sua coleção de máscaras caiu e desfez-se em vários pedaços. Ali estava ela, animal indefeso. Pelo branco contra mata escura. Os dotes camaleônicos já se tornavam falhos. Numa estranha combinação de fatores, num momento igualmente estranho, embalada pelo desagradável som dos gemidos do quarto vizinho, ela se mostrava por inteiro. Ela era feliz. Pela primeira vez.

De fato temos muitas caras, cada uma delas para determinadas situações.
ResponderExcluirLindo texto :*
Obrigado, Bianca. Por ler, seguir e comentar! Fico muito feliz que goste! :D
ResponderExcluirADOREEEI ESSE!!! já falei de máscaras em alguns textos e sou apaixonada nesse assunto de essência/transparência! E você falou disso muito bem!!! Ah...desculpe a ausência. Ando um pouco sem tempo =/ beijoos
ResponderExcluirMuitíssimo obrigado, Isa. Não precisa se desculpar. Contanto que você não se esqueça daqui, está tudo bem. IUASHIUS Beijos! :)
ResponderExcluir