Quando a conheci, ela fumava. Pretexto, lhe pedi um. Senti aqueles olhos de vidro e de água sobre mim, e sorri - não tinha nada a perder. Ela abriu o box. - Tem fogo? Eu tinha, mas não o admiti. - Acende aqui no meu, disse-me rindo, como soubesse e quisesse. Pois soube e quis. Com a boca, aproximei o meu bastão do dela, já pela metade. Transferiu-se o calor e ambos passaram a mandar sinais de fumaça. Não me afastei; não nos afastamos. Caíram os cigarros e ficaram lá conversando, vozes plúmbeas e vaporosas. O sabor eterno do fumo, para mim, veio acompanhado de arrepios.
sábado, 11 de dezembro de 2010
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Escrita ímpar. FATO;
ResponderExcluirSou adepto do vermelho, mas isso ficou muito bom! haha
ResponderExcluirArrepios aqui também. Você não escreve, Douglas, você pinta cenários,desenha personagens.
ResponderExcluirFaltam-me palavras. Muito bom!
ResponderExcluirDiferente, envolvente
ResponderExcluircomo tudo aquilo que vem de você neh.
Amei!
um escrito noir, eu diria.
ResponderExcluirobrigado pelas visitas e palavras smpre, meu caro!
abraços e bote mais fumaça nisso!
Muitíssimo obrigado, pessoal! Obrigado mesmo!
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