Descia as escadas rolantes em êxtase, impressionado com a grandeza do lugar e com as luzes de natal. Tudo era tão... Os olhos brilhantes e as mãos ávidas por poder tocar em todo aquele fascínio. Cheiro de pipoca e farfalhar de sacolas. Virava a cabeça, apontava, sorria. Como era bonito! Por um instante se viu com um brinquedo novo, um jipe elétrico talvez. Uma bola de verdade. Ousou até ganhar um computador. Fechou as pálpebras, sorrindo. Anotou na memória a sinestesia que vivia. Quem sabe no futuro ele poderia... Tropeçou ao final da escada, o sapato ficara preso. Caiu. Chorou. Ouviu as risadas. Não, aquele mundo não era dele.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
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Incrível como os seus textos são repletos de uma magia doce, um certo encantamento em cada letra. Fascinante, sempre fascinante e surpreendente, Douglas.
ResponderExcluirmuito bom, cortante.
ResponderExcluirbom passar por aqui e saber que os mergulhos nas palavras estão bons.
um abraço.
Muitíssimo obrigado pelos comentários! Gosto muito que gostem daqui! Abraço.
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