- Droga, eu falei pra procurar as chaves depois. Olha aí, tá fechado.
- Calma, amor, é rápido.
- Rápido... é porque não é você quem está dirigindo. E esse ainda é daqueles de não sei quantos tempos.
- Relaxa, bota uma música e curte o momento.
- Curtir o momento?! Com essa porra de sol na cara e, pra completar, filtro de ar mais sujo que...
- Ai, amor, você tá muito estressado. Precisa de férias.
- É claro, vai dizer isso pro meu chefe!
- Credo, Rô! Já vi que hoje não tá dando pra conversar.
- E essa merda de sinal que não avança!
- Ficar nervoso só piora as coisas. O tempo é relativo. Tudo é relativo. Newton disse isso, não foi Newton?
- Não, meu Deus, foi Einstein. Ou Bohr. Ah, sei lá! Dá pra ficar quieta?
- Escuta aqui: não pensa que pode falar assim comigo! Não pode, ouviu?
- Tá, tá, chega!
- Mas você tá um porre mesmo hoje, hein? Te contar...
- E você não cala essa boca, Jesus! Não consegue...
- Rô...
- E ainda por cima quer me interromper...
- Rodolfo...
- Fica quieta!
- Os carros, Rodolfo!
- Mas o que é que têm os carros, droga?!
- Abriu, Rodolfo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
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Que cheiro de urbanidade!
ResponderExcluirPuro gosto de "civilização descivilizada".
O tempo devorador de todas as coisas; tempo
que atormenta, que urge. Como sempre, impecável, Douglas.
Razão feminina é outra coisa ;p
ResponderExcluirHaha, obrigado pelos comentários. Urbanidade... :D
ResponderExcluirAMAZING! em letra maíuscula para expressar tamanha perfeição :)
ResponderExcluirGosto de te ler pois você escreve simplicidades nada simplórias. (desculpe o trocadilho)
ResponderExcluirSei que é meio óbvio dizer isso, mas você é um escritor fantástico Douglas. Tem vocação e talento para a coisa. Parabéns.
Muitíssimo obrigado pelos comentários, pessoal. Gosto que gostem daqui!
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