E de repente aquela menina me pareceu tão triste! No alto do seu metro e dez, balançando a mãozinha numa despedida silenciosa, os olhos caídos e sem brilho. De dentro da blusa azul-turquesa, ela dava adeus. Mirou o ônibus uma vez mais, e através do vidro viu outro par de mãos a acenar. Não devia ter mais de seis anos, mas dava a impressão de ter vivido sessenta de desencontros. Como pode, pensei, tão nova e já sofrendo tal golpe? O avô puxou-lhe a manga, vamos minha filha. E ela foi. Deu as costas para o coletivo e avançou tremendo. Tão triste... Ela me lembrou você.
domingo, 19 de dezembro de 2010
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Own, lindo post. O de sempre: Fantástico!
ResponderExcluirOs desencontros são dessas situações que envelhecem alguém muito mais que o próprio tempo.
ResponderExcluirQue cena! Que sentimentalismo!
Belo, belo.
Beijo no ombro.
Lindo e cheio de ternura,
ResponderExcluira despeito da triste despedida.
Cara, tá muito bom! A escrita está forte e envolvente. Consegui enxergar a cena. Fantástico!
ResponderExcluirEu gosto da maneira como escreve, como me prende ao texto.
ResponderExcluirTeu blog é maravilhoso.
Bonito, rapaz - tocante.
ResponderExcluir***
Estou e não estou de volta: saí do Twitter e não sei se voltarei a postar lá naquele espacinho, que você conhece, aquele lá, sem o menor senso.
Um final de ano bom e um 2011 cheio de sucesso para você,
com carinho,
do Velho
Que triste, porém lindo :)
ResponderExcluirPrendeu-me por total no texto, amei. Simplesmente inovador. Passarei por aqui mais vezes.
ResponderExcluirOMG! Incrível ainda é uma palavra que expressa de longe esse texto. Eu amei muito! ;D
ResponderExcluirMuito, muito obrigado, pessoal!
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